O final de ano pode ser um momento ansiogênico para muitas pessoas, por motivos diversos, mas aqui nesse post, gostaria de falar sobre os encontros do núcleo familiar. Principalmente nesses momentos, onde acontece os encontros das festa de família, a família que um dia foi sonhada pelos pais, foi desejada e idealizada. Você encontra um espaço lacunar (representação) no contexto do seu núcleo familiar, que possibilita a expressão da imagem que tu faz de si mesmo? Ou você se coloca entre parênteses para corresponder às expectativas alheias, do papel que esperam de ti? Você é você, ou você atua para manter a harmonia familiar?! Não que você tenha que ser de agora em diante um sincericida, e jogar tudo que sente no ventilador, mas se há um entendimento sobre a dinâmica subjacente ao fenômeno como ele se apresenta, tudo bem! Usar o falso self para preservar o teu verdadeiro é no mínimo usar o bom senso, é profilático. Mas se há um desconforto no qual você não entende da onde vem, e no qual você evita, é bem possível que você esteja mantendo um conflito subjacente ao que se apresenta. Identificar as dinâmicas da não lógica racional é o trabalho do analista, que busca no inconsciente os desejos ambivalentes. Por isso, ter um espaço de análise é tão importante para nos tornarmos mais inteiros e conscientes.